Os "Biocombustíveis" e as teorias populacionais
O
biodiesel e o etanol, combustíveis derivados de fontes
“renováveis”, foram desenvolvidos com objetivo de reduzir os
níveis de poluição e os custos da utilização do petróleo, além
de ser um futuro substituto do mesmo, pois sabemos que as fontes de
petróleo tende a diminuir e/ou esgotar nos próximos anos.
Eles são colocados como biocombustíveis, pois emitem menos CO² (dióxido de carbono), do que os derivados do petróleo, no entanto surgem com eles outros problemas, pois para produzi-los necessita-se de muitas terras e no caso da cana-de-açúcar também de água em abundância, isso compromete e muito os recursos naturais. Adiciona a isso o fato que diminui também as terras para a produção de alimentos o que explica a recente dos mesmos e dos combustíveis.
Essa situação atual nos faz inevitavelmente lembrar a gasta teoria populacional malthusiana. Segundo ela, a melhoria das condições de vida em geral, provocaria um crescimento acelerado da população, de tal maneira que comprometeria os recursos alimentícios, gerando o alastramento da fome pelo planeta. Essa tese, explicitada aqui genericamente, caiu por terra há muito tempo no meio científico, pois sabemos que apesar da eclosão populacional que se iniciou no século passado passando a população mundial de 2 bilhões para cerca de 7 bilhões atualmente não se falta alimentos.
Porém, analisando o contexto mundial atual dá para se fazer um paralelo entre os discursos sobre a discussão que coloca em oposição produção de biocombustíveis e produção de alimentos?
O fato é que com essa e outras discussões fizeram com que alguns teóricos explicassem o subdesenvolvimento e a pobreza pelo crescimento populacional, que estaria provocando a elevação dos gastos governamentais com os serviços de educação e saúde. Isso comprometeria a realização de investimentos nos setores produtivos e dificultaria o desenvolvimento econômico.
Para os neomalthusianos, uma população numerosa seria um obstáculo ao desenvolvimento e levaria ao esgotamento dos recursos naturais, ao desemprego e à pobreza.
Afirmam também que é possível melhorar a produtividade da terra com uso de novas tecnologias, e que é possível reduzir o ritmo de crescimento da população através do planejamento familiar.
É bem verdade que não podemos achar que devemos explorar terras e mais terras e crer que ela sempre irá produzir. Antes se acreditava que os recursos naturais eram fontes inesgotáveis, hoje com a temática das mudanças climáticas sabemos que não é bem assim, nesse sentido nem mesmo o Brasil que é considerado rico em terras férteis não se pode dá ao luxo de desmatar para produção de biocombustíveis e não procurar formas que a substituam e sejam realmente fontes renováveis.
Destaca-se que nossas terras são utilizadas em sua maioria para a produção de alimentos que são exportados e consequentemente não são consumidos pelos brasileiros, além da produção do biocombustíveis, por isso sou contra o novo código florestal, pois temos orgulho de nossas riquezas naturais, no entanto ela são finitas e cabe a nós e especialmente ao Estado cuidá-la.
Eles são colocados como biocombustíveis, pois emitem menos CO² (dióxido de carbono), do que os derivados do petróleo, no entanto surgem com eles outros problemas, pois para produzi-los necessita-se de muitas terras e no caso da cana-de-açúcar também de água em abundância, isso compromete e muito os recursos naturais. Adiciona a isso o fato que diminui também as terras para a produção de alimentos o que explica a recente dos mesmos e dos combustíveis.
Essa situação atual nos faz inevitavelmente lembrar a gasta teoria populacional malthusiana. Segundo ela, a melhoria das condições de vida em geral, provocaria um crescimento acelerado da população, de tal maneira que comprometeria os recursos alimentícios, gerando o alastramento da fome pelo planeta. Essa tese, explicitada aqui genericamente, caiu por terra há muito tempo no meio científico, pois sabemos que apesar da eclosão populacional que se iniciou no século passado passando a população mundial de 2 bilhões para cerca de 7 bilhões atualmente não se falta alimentos.
Porém, analisando o contexto mundial atual dá para se fazer um paralelo entre os discursos sobre a discussão que coloca em oposição produção de biocombustíveis e produção de alimentos?
O fato é que com essa e outras discussões fizeram com que alguns teóricos explicassem o subdesenvolvimento e a pobreza pelo crescimento populacional, que estaria provocando a elevação dos gastos governamentais com os serviços de educação e saúde. Isso comprometeria a realização de investimentos nos setores produtivos e dificultaria o desenvolvimento econômico.
Para os neomalthusianos, uma população numerosa seria um obstáculo ao desenvolvimento e levaria ao esgotamento dos recursos naturais, ao desemprego e à pobreza.
Afirmam também que é possível melhorar a produtividade da terra com uso de novas tecnologias, e que é possível reduzir o ritmo de crescimento da população através do planejamento familiar.
É bem verdade que não podemos achar que devemos explorar terras e mais terras e crer que ela sempre irá produzir. Antes se acreditava que os recursos naturais eram fontes inesgotáveis, hoje com a temática das mudanças climáticas sabemos que não é bem assim, nesse sentido nem mesmo o Brasil que é considerado rico em terras férteis não se pode dá ao luxo de desmatar para produção de biocombustíveis e não procurar formas que a substituam e sejam realmente fontes renováveis.
Destaca-se que nossas terras são utilizadas em sua maioria para a produção de alimentos que são exportados e consequentemente não são consumidos pelos brasileiros, além da produção do biocombustíveis, por isso sou contra o novo código florestal, pois temos orgulho de nossas riquezas naturais, no entanto ela são finitas e cabe a nós e especialmente ao Estado cuidá-la.
No
entanto, contrariando a teoria neomalthusiana surge a teoria
reformista. Segundo ela uma população jovem e numerosa, em virtude
de elevadas taxas de natalidade, não é causa, mas consequência do
subdesenvolvimento. Nos países desenvolvidos, onde o padrão de
vida da população é alto, o controle da natalidade ocorre
paralelamente à melhoria da qualidade de vida da população e
espontaneamente, de uma geração para outra.
Nos
países subdesenvolvidos, uma população jovem numerosa só se
torna empecilho ao desenvolvimento de suas atividades econômicas
quando não são realizados investimentos sociais, em especial na
educação e na saúde. Tal situação gera um enorme contingente de
mão de obra desqualificada que ingressa anualmente no mercado de
trabalho. Para que a dinâmica demográfica entre em equilíbrio, é
necessário enfrentar em primeiro lugar as questões sociais e
econômicas.
O
fato é que a pobreza é um problema político, nesse sentido deve
ser resolvido com políticas que melhorem a qualidade de vida das
pessoas. Os alimentos têm e em grande quantidade, o que falta são
meios que toda a população tenha acesso a ela. Destaca-se que é
importante o planejamento familiar, mas isso já está sendo feito
em conseqüência das pequenas melhorias sociais que já ocorreram,
nota-se que a tava de crescimento dos países desenvolvidos são bem
menores do que os países subdesenvolvidos.
Vale
ressaltar também que os principais responsáveis pela degradação
ambiental não é a população em geral, mas sim grandes
latifundiários e empresários capitalistas que estão preocupados
apenas em produzir “dinheiro”, e não importam-se com os
problemas ambientais.
Assim
a produção do biocombustível pode acarretar futuramente não
apenas a falta de alimentos, mas principalmente a degradação
ambiental, pois na verdade de biocombustível ele só tem o nome.
Destaca-se que isso é um problema estrutural como já afirmei em
outras postagens não é possível haver desenvolvimento
sustentável, e a pobreza é conseqüência do sistema atual
vigente, portanto não há como aboli-la do capitalismo, somente
poderemos viver num mundo igualitário quando houver uma
transformação em nosso sistema político-econômico.

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