sábado, 15 de setembro de 2012

Texto produzido em conjunto por Denise, Eunice e Edmar

UMA PERGUNTA INCONVENIENTE: BIOCOMBUSTÍVEIS OU AGROCOMBUSTÍVEIS?
Os biocombustíveis têm sido alardeados como a solução aos problemas da crise energética e como um remédio ao aquecimento do clima global.
Diferente dos combustíveis fósseis, cujo carbono retorna à atmosfera em épocas bem distante de sua captura da atmosfera, a ideia inicial de se utilizar biocombustíveis é que o carbono emitido no ato de seu consumo já deve ter sido extraído da atmosfera durante o processo de desenvolvimento da cultura que o gerou (cana-de-açúcar, milho, mamona, etc.).
Contudo, nem tudo é tão simples como parece. Vejamos algumas perguntas bem inconvenientes:  
1)   A produção dos biocombustíveis é realmente sustentável? Quem mais tem lucrado com sua produção, o meio ambiente (a biodiversidade, o solo, os recursos hídricos) ou o agronegócio? Neste sentido perguntamos: os biocombustíveis não são na verdade agrocombustíveis?
2)   Qual o gasto de energia para se gerar esse combustível e o valor equivalente em alimentos que poderiam ser produzidos na mesma área cultivada?
3)   Quem são os proprietários de grandes extensões de terras onde supostamente devem ser cultivados os biocombustíveis? Por acaso são os latifundiários, muitos dos quais bancos e petroleiras?
4)   Onde devem ser produzidos esses biocombustíveis, nos países desenvolvidos, justamente os mais carentes em combustíveis ou nos subdesenvolvidos que deixam de cultivar alimentos para produzi-los?     
5)   Os agrocombustíveis trazem desenvolvimento ao meio rural? Em 100 hectares há mais empregos na agricultura familiar ou na produção de cana-de-açúcar? Quem lucra com a produção de insumos, processamento e distribuição para os biocombustíveis, os agricultores ou as grandes corporações? A produção de biocombustíveis não estaria contribuindo para a concentração de terras?
6)   A introdução das monoculturas dos biocombustíveis não estariam  deslocando indígenas e agricultores de subsistência para a “fronteira agrícola” da região amazônica, intensificando os padrões de devastação das florestas?
7)   No ciclo do biocombustível - desde o momento do processo de “terra devastada” até o consumo pelos motores dos veículos – não existe realmente emissão de CO2 (desflorestamento, drenagem de terras úmidas, cultivo, perda de carbono dos solos)?
8)   Os biocombustíveis não geram escassez de alimentos? O cultivo de biocombustíveis não estaria criando uma competição acirrada com as culturas agrícolas, gerando competição por terras e recursos e criando uma condição alarmante onde os preços dos alimentos podem elevar os preços dos combustíveis?
9)   O etanol celulósico, promessa de uma nova geração de biocombustíveis, é realmente um poupador de carbono ou esta é apenas uma promessa das multinacionais da engenharia genética? 

São tantas as perguntas, pense, pesquise e depois decida se realmente os biocombustíveis são uma energia “limpa” e verde.


Fonte de pesquisa: TOMMASELLI, J.T.G. – Gestão do Território: Energia e Meio Ambiente. São Paulo, 2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O biodiesel e a crise nos Estados Unidos

 
 
Essa charge mostra os Estados Unidos querendo garantir  o uso de um combustível limpo e renovável, quando as reservas de petróleo se esgotarem. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Agronegócio

 Governo federal, empresários do agronegócio, movimentos sociais, ONGs e inúmeros outros atores apresentam visões distintas, no que se refere ao agrocombustíveis. “Uns entendem a produção dos agrocombustíveis como forma de inclusão social, de responsabilidade socioambiental e como alternativa de crescimento econômico. Outros a encaram como atividade que promove concentração de terras, homogeneização do espaço, supressão de matas nativas, deslocamento de moradores rurais e competição com o plantio de alimentos”, explica Doralice, professora da Universidade.

https://www.ufmg.br/online/arquivos/009949.shtml

Na realidade os dois pontos de vista estão corretos, pois apesar da melhora na vida das pessoas e do meio ambiente (combustível menos poluente), haverá um impacto ambiental importante, entretanto, pode ser recompensado pelo manejo do plantio e pelo reflorestamento.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

IMPACTOS AMBIENTAIS DA USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estes documentários mostram os impactos da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte na cidade de Altamira, no Pará. 
 
 
 
 
 
 
 
Os impactos que a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, vai causar.
 
 
 
 
 
 
 
 Moradores e ativistas lutam contra a construção da barragem e reclamam dos problemas sociais, trabalhistas e ambientais provocados pelo empreendimento.
 
 
 
 
 
 
 
A obra começou a ser erguida em junho de 2011, no rio Xingu, e só ficará pronta em 2019. 
 

Vantagens da Usina:

  • Produção de mais de 11.000 MW de Energia Elétrica .
  • A energia gerada é suficiente para abastecer as casas de 26 milhões de pessoas, uma população equivalente a área Metropolitana de São Paulo.
  • A  Usina  Hidrelétrica é abundante, barata e limpa, uma excelente opção se comparada as Usinas Nucleares( que são caras e perigosas ) ou então as Usinas a Carvão, Petróleo e Gás ( que são poluentes ).
  • Os índios da região  terão uma fonte de energia mais barata e mais ecológica.
  • A usina de Belo Monte vai gerar muitos empregos na região, entre eles Engenheiros Elétricos e Técnicos de todo tipo.
  • O impacto ambiental das árvores cortadas para o lago será compensado a longo prazo pela geração de energia mais limpa que emite menos carbono.
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DESVANTAGENS DA USINA:

  •  Centenas de Quilômetros da Floresta Amazônica  serão cortados para que o lago da Hidrelétrica de Belo Monte possa ser enchido.
  • Inundação de várias cachoeiras e trechos onde os peixes se reproduzem, obrigando estes animais a procurarem outros lugares afastados.
  • O lago também influenciará pássaros e animais tais como macacos que vivem nas árvores da região.
  • A diminuição da oferta de peixes e grandes animais terrestres vai reduzir a oferta de carne na dieta dos índios, como alternativa terão de ir caçar mais longe.
  • O lago poderá inundar algumas aldeias indígenas.
  • Patrimônios históricos tais como Pinturas Rupestres e ossos de dinossauros ficarão perdidos para sempre debaixo das águas.
  • Trechos onde antes os índios navegavam agora poderão ficar inacessíveis por causa das represas.
  • Impacto Ambiental a curto prazo.
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Os dois lados da moeda

Enquanto as falas a respeito do aquecimento global se multiplicam, bem como algumas ações para contê-lo, as vozes dissonantes são menosprezadas, às vezes até ridicularizadas.
Para termos uma posição clara (crítica) sobre um tema devemos analisar todos os ângulos da questão. Por que com o aquecimento global não é assim?? E isto ocorre até mesmo nos meios científicos !!!!!!!
Com espanto e preocupação, com a resposabilidade de ser um ser pensante que quer analisar os fatos antes de tomar uma posição, reproduzo abaixo uma reportagem. 
   
Entrevista - Luiz Carlos Baldicero Molion
Terrorismo sobre o clima é ameaça à soberania nacional
Para físico cético, ONU usa o debate sobre mudanças climáticas para exercer uma "governança mundial"
Em carta à presidente Dilma antes da Rio+20, cientistas pediram que governo atente para os problemas nacionais
Divulgação
Luiz Carlos Baldicero Molion, físico da Universidade Federal do Alagoas
Luiz Carlos Baldicero Molion, físico da Universidade Federal do Alagoas


SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO

Em meio às preparações para a recepção de 45 mil pessoas para a Rio+20, um grupo de cientistas pediu que a presidente Dilma Rousseff revertesse em saneamento básico o que estava gastando com o aquecimento global.
De acordo com os 18 pesquisadores que assinaram uma carta enviada à presidência em maio, pouco antes da cúpula da ONU, o aquecimento global não é causado pelo homem. Eles estão no grupo dos "céticos do clima".
A Folha conversou com um dos responsáveis pelo documento, o físico e meteorologista Luiz Carlos Baldicero Molion, da Ufal (Universidade Federal de Alagoas).
Há décadas, Molion nada contra a corrente dos pesquisadores que revisam os relatórios do IPCC (o painel do clima da ONU) e que publicam nas principais revistas científicas. São os "aquecimentistas", como diz Molion. Acompanhe a entrevista.
Folha - Como o senhor começou a trabalhar para mostrar que aquecimento global não é resultado da ação do homem?
Luiz Carlos Baldicero Molion - Eu estou nessa desde a década de 1970, quando começaram a falar que o aquecimento do planeta era resultado da queima de combustíveis fósseis. Isso não era verdade. Quando o IPCC lançou seu primeiro relatório [em 1990], nós começamos a comprovar que o aquecimento era causado pelo aumento da atividade solar e pela falta de erupção vulcânica dentre 1912 a 1960 [as erupções reduzem a temperatura da Terra]. Mas, desde então, o terrorismo climático aumentou.
Os cientistas "céticos" reclamam de dificuldades para obter recursos para pesquisas. O senhor já viveu isso?
Eu tenho hoje cerca de R$ 3,2 milhões em projetos de pesquisa sobre eventos extremos, monitoramento de vazão de rio e desenvolvimento regional. Mas não posso usar a palavra "aquecimento global", senão o projeto não é aprovado. Na área de aquecimento global, eu nem me arrisco a tentar publicar os meus trabalhos. Os artigos têm de ser "revestidos" por outras temáticas.
Mas, se o senhor submeter um artigo científico questionando o aquecimento global pelo homem, ele será negado?
Sim. A maioria dos pareceristas é a favor do aquecimento global. Então, será negado. Revistas como a "Science" só publicam artigos sobre a ação do homem no clima. Mas se um trabalho em outra área, como o monitoramento de eventos extremos, cair nas mãos de um "aquecimentista", será aprovado.
Por que decidiram escrever uma carta para a Dilma?
Existia na pauta [no documento base] da Rio+20 coisas esdrúxulas como "a temperatura do planeta não pode aumentar mais de 2 graus". Então nós tivemos a ideia de escrever essa carta. Temos informações de que ela leu e disse "interessante, porém muito tarde". É uma pessoa que tem acesso a ela, mas não podemos revelar quem é.
A carta afirma que não é preciso descarbonizar. O que precisaria ser feito então?
Há registros geológicos ou paleoclimáticos que mostram que quando as plantas surgiram havia uma concentração muito maior de CO2 do que existe agora. Já mostramos que com mais CO2 as plantas aumentam a sua produtividade. Então falar em descarbonização é absolutamente ridículo. Isso não quer dizer que os combustíveis fósseis não tenham problemas. O enxofre que está no carvão mineral e no petróleo é altamente tóxico.
Mas a crise ambiental trata também da escassez de recursos, como a água...
O petróleo não vai acabar. Há reservatórios de petróleo como o pré-sal em todo o planeta. Mas extrair será caro. E a água não será um problema do século 21 porque 71% do planeta é formado por água. O que vai acontecer é que, se poluirmos a água, ela ficará mais cara. Mas não vai faltar.
O que estaria por trás do IPCC?
Há quem diga que a ideia da ONU é ter uma governança global. Não duvido.
O que o senhor achou dos resultados da Rio+20?
Os artigos sobre compromissos, metas e definições foram todos retirados. Ficamos com os parágrafos que repetem as mesmas coisas desde o relatório de Estocolmo, de 1972. Porém, houve coisas interessantes. A tentativa de transformar o Pnuma [programa ambiental da ONU] em uma agência foi vetada. Se passasse, os países perderiam a sua soberania. Se você resolve fazer uma hidrelétrica como Belo Monte, a agência da ONU poderia vetar. Seria um problema sério para os países em desenvolvimento. Mas a ONU não desistirá.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cienciasaude/51175-terrorismo-sobre-o-clima-e-ameaca-a-soberania-nacional.shtml

domingo, 19 de agosto de 2012


Os "Biocombustíveis" e as teorias populacionais

O biodiesel e o etanol, combustíveis derivados de fontes “renováveis”, foram desenvolvidos com objetivo de reduzir os níveis de poluição e os custos da utilização do petróleo, além de ser um futuro substituto do mesmo, pois sabemos que as fontes de petróleo tende a diminuir e/ou esgotar nos próximos anos.
Eles são colocados como biocombustíveis, pois emitem menos CO² (dióxido de carbono), do que os derivados do petróleo, no entanto surgem com eles outros problemas, pois para produzi-los necessita-se de muitas terras e no caso da cana-de-açúcar também de água em abundância, isso compromete e muito os recursos naturais. Adiciona a isso o fato que diminui também as terras para a produção de alimentos o que explica a recente dos mesmos e dos combustíveis.
Essa situação atual nos faz inevitavelmente lembrar a gasta teoria populacional malthusiana. Segundo ela, a melhoria das condições de vida em geral, provocaria um crescimento acelerado da população, de tal maneira que comprometeria os recursos alimentícios, gerando o alastramento da fome pelo planeta. Essa tese, explicitada aqui genericamente, caiu por terra há muito tempo no meio científico, pois sabemos que apesar da eclosão populacional que se iniciou no século passado passando a população mundial de 2 bilhões para cerca de 7 bilhões atualmente não se falta alimentos.
Porém, analisando o contexto mundial atual dá para se fazer um paralelo entre os discursos sobre a discussão que coloca em oposição produção de biocombustíveis e produção de alimentos?
O fato é que com essa e outras discussões fizeram com que alguns teóricos explicassem o subdesenvolvimento e a pobreza pelo crescimento populacional, que estaria provocando a elevação dos gastos governamentais com os serviços de educação e saúde. Isso comprometeria a realização de investimentos nos setores produtivos e dificultaria o desenvolvimento econômico.
Para os neomalthusianos, uma população numerosa seria um obstáculo ao desenvolvimento e levaria ao esgotamento dos recursos naturais, ao desemprego e à pobreza.
Afirmam também que é possível melhorar a produtividade da terra com uso de novas tecnologias, e que é possível reduzir o ritmo de crescimento da população através do planejamento familiar.
É bem verdade que não podemos achar que devemos explorar terras e mais terras e crer que ela sempre irá produzir. Antes se acreditava que os recursos naturais eram fontes inesgotáveis, hoje com a temática das mudanças climáticas sabemos que não é bem assim, nesse sentido nem mesmo o Brasil que é considerado rico em terras férteis não se pode dá ao luxo de desmatar para produção de biocombustíveis e não procurar formas que a substituam e sejam realmente fontes renováveis.
Destaca-se que nossas terras são utilizadas em sua maioria para a produção de alimentos que são exportados e consequentemente não são consumidos pelos brasileiros, além da produção do biocombustíveis, por isso sou contra o novo código florestal, pois temos orgulho de nossas riquezas naturais, no entanto ela são finitas e cabe a nós e especialmente ao Estado cuidá-la.
No entanto, contrariando a teoria neomalthusiana surge a teoria reformista. Segundo ela uma população jovem e numerosa, em virtude de elevadas taxas de natalidade, não é causa, mas consequência do subdesenvolvimento. Nos países desenvolvidos, onde o padrão de vida da população é alto, o controle da natalidade ocorre paralelamente à melhoria da qualidade de vida da população e espontaneamente, de uma geração para outra.
Nos países subdesenvolvidos, uma população jovem numerosa só se torna empecilho ao desenvolvimento de suas atividades econômicas quando não são realizados investimentos sociais, em especial na educação e na saúde. Tal situação gera um enorme contingente de mão de obra desqualificada que ingressa anualmente no mercado de trabalho. Para que a dinâmica demográfica entre em equilíbrio, é necessário enfrentar em primeiro lugar as questões sociais e econômicas.
O fato é que a pobreza é um problema político, nesse sentido deve ser resolvido com políticas que melhorem a qualidade de vida das pessoas. Os alimentos têm e em grande quantidade, o que falta são meios que toda a população tenha acesso a ela. Destaca-se que é importante o planejamento familiar, mas isso já está sendo feito em conseqüência das pequenas melhorias sociais que já ocorreram, nota-se que a tava de crescimento dos países desenvolvidos são bem menores do que os países subdesenvolvidos.
Vale ressaltar também que os principais responsáveis pela degradação ambiental não é a população em geral, mas sim grandes latifundiários e empresários capitalistas que estão preocupados apenas em produzir “dinheiro”, e não importam-se com os problemas ambientais.
Assim a produção do biocombustível pode acarretar futuramente não apenas a falta de alimentos, mas principalmente a degradação ambiental, pois na verdade de biocombustível ele só tem o nome. Destaca-se que isso é um problema estrutural como já afirmei em outras postagens não é possível haver desenvolvimento sustentável, e a pobreza é conseqüência do sistema atual vigente, portanto não há como aboli-la do capitalismo, somente poderemos viver num mundo igualitário quando houver uma transformação em nosso sistema político-econômico.
Postado por Welton Aquino às 15:05 



terça-feira, 14 de agosto de 2012

AQUECIMENTO GLOBAL E BIODIVERSIDADE

 
Degelo, desertificação, alteração do regime das chuvas, inundações e redução da biodiversidade são algumas consequências do aquecimento global.